21 – Tokyo- Comer, rezar, jogar

Acordamos cedo para ir tomar um café da manhã à moda local. Fomos pelas ruas calmas de Shibuya mas estranhamos que já havia algum movimento de gente, na maioria jovem, para um sábado de manhã. Logo descobrimos que eram frequentadores dos salões de Pachinko, um jogo de azar antigo que foi refeito usando recursos tecnológicos e tornou-se uma mania nacional. Apostar no Japão é ilegal, mas os salões de pachinko driblam a lei porque adotam uma forma de premiação diferente de dinheiro. Na verdade, o vício registra notícias pavorosas de pessoas que morrem depois de ficar 2 ou 3 dias jogando sem parar. Tentei dar uma olhada sem pagar para entrar mas o máximo que consegui foi ver por uma brecha da porta um imenso salão lotados de máquinas, com luzes coloridas piscando sem parar e um barulho infernal. Os poucos segundos de observação já deu para ficar meio vesga 😳. Todos super concentrados. Deve ser por isto que, num desses locais, uma pessoa morreu e só foi notada depois de 10 horas. Horror.

Os jogadores se apressam a ficar na fila.

Depois das espiadelas no Pachinko, achamos o tal restaurante Shiskuya, frequentado só por trabalhadores da região. A equipe fala somente japonês e não tem tempo para mímica 🙂. Fiquei sem saber o que eram as bolinhas vermelhas do meu prato, azedinhas, com gosto de pitanga apimentada. O local é especializado em Soba, noodle de trigo sarraceno. Tudo muito gostoso.

Depois do café, tome pé na rua, para rezar no templo.

Um japonês, lá pelos idos de 1909, declarou existir um quinto sabor, além do doce, salgado, amargo e ácido; e o chamou de Umami. Hoje comi um hambúrguer ( esqueci da foto 😤) preparado para se sentir o quinto sabor. Achei que predominava um gosto de cogumelo shitake cru. Deve ser este o tal do umami.

Published by Marta Pessoa

Estudiosa da longevidade, fundadora da Longevos. As viagens são meu laboratório.

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