8 – Tokyo – Ginza, um bairro chic

Bairro abarrotado de lojas super bonitas e chiques. Há lojas de muitas marcas famosas, outras nem tanto mas igualmente bacanas. O que há de roupas mais tchan a gente vê por lá. Prédios inteiros abarrotados de lojas. Quem compra tanto?

O templo dos cosméticos e tratamentos de beleza é um prédio tão alto que não houve ângulo para pegar os últimos andares.

Um prédio histórico, da Seiko, do tempo em que seiko era sinônimo de relógio.

Os frequentadores não são compradores triviais. Sacolas pseudo discretas denunciam o poder aquisitivo da portadora. No metrô, uma cena impensável em cidades brasileiras: a sacolinha de compras exclusivas levadas em segurança por passageiros que aqui circulariam em carros blindados.

Mas há também uma ou outra ruazinha, acessível para os menos abonados e mais descolados.

Depois de passar aperto na rua Omotesando, onde acabamos desistindo de almoçar por causa das filas imensas nos restaurantes, aprendemos que é melhor ficar esperto e prestar atenção nas multidões que vão se formando na frente deles, quando vai chegando meio dia. Os japoneses almoçam cedo.

Em Ginza, depois de não achar o lugar que buscávamos, acabamos arriscando ir a um que, apesar do nome – Restaurante Yukku – tinha um ótimo almoço japonês. 😄

Decoração bem típica, frequentadores com jeito de que tinham deixado o escritório para almoçar. Destaque para a senhora que servia. Diligente, somente ela servindo as mesas, e vestida como se estivesse na sua casa. Para mim, a grande novidade foi o scallop – uma polpuda concha que tem gosto parecido com o da lagosta mas achei ainda melhor. Começamos a ver que predomina o hábito de horário de almoço ser entre 12:00h e 14:00h. Depois disso muitos restaurantes fecham, mesmo em cidades grandes. Deve ser porque eles gostam de se ater a um dia com cronograma estrito. O tempo é ouro também para japoneses.

Continuando o passeio, vimos um mercadinho bem diferente. Muito engraçada a  sensação de não poder saber que produtos estão nas prateleiras e o  que dizem os rótulos.

Para mim, a grande novidade foi encontrar os famosos e desprezados sargaços das praias de João Pessoa – aqueles com bolinhas verdes que são ótimas de estourar – sendo vendidos aqui como “see grapes” ( uvas do mar), a quase 13 dólares por 80 gr. Os japoneses comem tudo! Provei e achei delicioso, azedinho. Também nunca tinha visto beterraba de meio quilo 😊

Depois, seguimos para a rua do Teatro Kabukisa, o mais importante do gênero, no Japão. Sentamos por perto e ficamos lendo um pouco sobre o gênero Kabuki tão desconhecido por nós.

Teve início no século 17, fundado por uma sacerdotisa mas foi proibido por causa da sensualidade das danças. Aí os homens tomaram o lugar das mulheres e todos os papéis passaram a ser interpretados por eles. O exagero é sua marca. Figurinos extravagantes, cores berrantes, máscaras e maquiagem muito pesada para servir aos papéis femininos e masculinos e máscaras impactantes. O Kabuki é do tipo que ou se ama ou se odeia. Não tivemos tempo de ir ao teatro que deve ser tão bonito por dentro, como por fora.

Ginza é bonito mas não gostaria de ter ficado lá. Shibuya tem mais o tipo de vida que me agrada.

As moças vestidas de kimono são bacana de ver. Nas estações de metrô, a surpresa é maior. Passamos por Midtown, indo para Ropponggi, mas chegando lá, a energia acabou.

Tokyo Midtown é um complexo com lojas, escritórios, hotel e restaurantes. Dá canseira só de olhar. Depois que anoitece, tudo fecha. Se quiser conhecer, vir só durante o dia.

Quem busca balada, deve ir a Roppongi. Uma área cheia de bares e discotecas, frequentada por jovens e muitos estrangeiros. É a área preferida para morar, pelos expatriados.

Tentei esperar o agito começar mas desisti. Sou daquelas que saem do hotel, às 8 da manhã, caminha quilomêtros, sem cansar mas depois que escurece bate a fome de um jantarzinho e de voltar pro hotel. Não tenho nada a contar sobre Roppongi. De lá, trouxe só uma foto.

Published by Marta Pessoa

Estudiosa da longevidade, fundadora da Longevos. As viagens são meu laboratório.

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