
Takeshita é um delírio. Uma rua onde predominam lojas com marcas independentes, pequenas galerias comerciais e umas poucas lojas de cadeia. Faz jus à fama de ditar tendências e as pequenas lojas são usadas para testar o que será popular e viralizado pelos digital influencers.
Um formigueiro em busca de roupas, sapatos, acessórios e muita, muita maquiagem. E muita disposição para filas e “encontrões”.
Um destaque para os espaços Purikura. Um lugar com cabines onde as pessoas podem customizar suas fotos com efeitos que as deixam de olhos redondos, pele clara e rosto mais fino e muitas outras coisas mais. Atende à demanda da sempre presente preocupação dos japoneses com a imagem.
A ideia é se enfeitar, se embonitar e fazer o registro do resultado numa foto que pode ser postado no Instagram.


É só ficar parado na calçada e o desfile de novidades e bizarrices começa.
Uma moda louca onde é bacana andar fantasiado ( de donzela americana do século 20, boneca ou doméstica )
As pessoas são enlouquecidas com maquiagem e há galerias com cabines de maquiagem onde a brincadeira é se pintar para ficar igual a astros pop e depois fazer uma selfie.
Perto da Takeshita fica a chiquerrima rua Omotesandō, conhecida como uma das ruas de maior exibição arquitetônica do mundo e destinada a compras de luxo.
Um festival de marcas exclusivas, uma passeata pelas calçadas, de mulheres e homens super bem vestidos. Depois da poluição visual da Takeshita, a Omotesandō é um colírio. Vale a pena gastar uns yens a mais e tomar um lanche fino, descansando do agito a poucas quadras. E, se for almoçar nas redondezas, é bom decidir cedo. As filas são intermináveis e, nem sempre, se consegue um lugar. Os japoneses costumam almoçar entre 12:00h e 14:00h. Os restaurantes obedecem a um ritmo mais lento. Nada de almoço, as 5 da tarde, como no Brasil. Neste horário, só shoppings podem nos socorrer.
Destaque para o Tokyu Plaza Omotesandō Harajuku, um shopping projetado pelo famoso arquiteto Hiroshi Nakamura. São 6 andares de lojas mas eu fiquei presa na escada de vidros recortados que se refletem e me deixou com a sensação de estar dentro de um imenso caleidoscópio. As fotos não conseguem explicar.
O bairro tem até um MoMa para consumo próprio.

Daí seguimos para o Parque Ueno.



















