2 – Tokyo – Muito passeio e muito jetlag, no primeiro dia 😄

  • Mercado de peixes Tsujiki
  • Templo Hongan-jo
  • Parque Yoyogi
  • Templo Meiji

Saímos do hotel de madrugada, comemorando que graças ao jetlag ia ser possível ver o famoso leilão de atum. Chegamos lá na hora certa mas o dia estava errado, era feriado e demos com a cara na porta. Perdemos o leilão mas ganhamos um passeio divertido pelas ruas em volta, com barracas de venda de frutos do mar, utensílios e restaurantes que ficam abertas 24horas. Nosso café da manhã, às 5:00h da madrugada, foi sushi. 😊 Sentados, à moda local, no balcão que eles chamam de “kaunta seki”.

É muito fácil ficar horas nos labirintos das ruas do mercado, vendo peixes e crustáceos diferentes dos nossos. Nos mercados, é possível deduzir muito do estilo de vida de um povo. O diferente agarra nosso olhar. As fotos falam por si só.

Polvos de um vermelho intenso, camarões rajados vendidos vivos ( vi também esse mesmo sistema no Vietnam e Tailândia), peixinhos de tamanho mini mini, espinhas secas de peixes ( o japonês não desperdiça nada), siris secos e lulas enormes. Adoro feira livre e mercado. Tsujiji é muito interessante.

Saímos de lá, em direção à estação de metrô para ir ao Parque Yoyogi. Mas no meio do caminho, havia um templo budista, o Hongan-ji. Entramos para ver os jardins e tomar água na fonte da entrada, seguindo as instruções. Os japoneses adoram instruções. Durante a viagem, fomos vendo instruções em várias situações, nos banheiro, nas estações, lojas e até mesmo em restaurantes que fazem com que os comensais se sirvam seguindo um procedimento. E que ninguém ouse inverter ou pular algum passo, sob pena de forte repreensão do garçom. 😄

No templo, a cuia que recolhe a água deve ser segurada com a mão direita para lavar a mão esquerda, em primeiro lugar. Só então se pode tomar a água – que não pode ser bebida diretamente da cuia – e entrar no templo.

Tokyo tem dezenas de parques e eleger qual deles visitar é muito difícil. O Parque Yoyogi foi escolhido porque ver as cerejeiras em flor – a Sakura – estava na minha lista de desejos. Marquei a viagem, consultando o mapa e calendário que as cidades disponibilizam, para início da primavera para ver a floração todo dia 😎. Não contei com a rebeldia da natureza que antecipou a floração e chegamos em Tokyo depois do seu auge. Chegamos cedo ao Parque. Entramos por um caminho lindo, fomos vendo lagos e jardins, mas cerejeiras em flor e aos montes como era a minha expectativa, nada. Uma aqui, outra ali, só para não sairmos de mãos abanando. A temporada de floração antecipou e chegamos um pouco atrasados. Já comecei a ver que ia mesmo ter que voltar ao Japão, certeza que foi se firmando quando vimos o tanto de museus e sítios históricos que a estadia de apenas 1 mês não ia permitir visitar.

Depois de muitas viagens, concluí que museus requerem um tempo que turistas não podem dispor. Não dá para ir a todos os que queremos ver. Vamos ficar sempre divididos entre caminhar pela cidade, ver suas paisagens e pessoas e uma ida ao museu. Há que escolher com muito critério.

Atravessamos o parque e fomos em direção ao Meiji, um templo xintoísta dedicado ao Imperador Meiji e sua mulher, considerados espíritos deificados. Sua época é conhecida como a Restauração Meiji, que pôs fim à era do Xogunato, o período Edo, fase de forte isolamento político e econômico, vivido pelo Japão. O imperador Meiji tirou o país de um regime feudal e deu início a uma época de abertura e grandes mudanças na educação, economia e religião. No roteiro, incluí fazer um trecho de uma rota comercial muito importante no tempo do período Edo, um trecho da rota Nakasendo, para ter uma ideia de como era o país dessa época.

O templo Meiji, considerado um santuário, se localiza numa floresta de 700 mil metros quadrados, área impressionantemente grande para estar numa cidade como Tokyo. O povo da cidade frequenta muito a área, usada como espaço de recreação.

Antes da entrada, há um mural de barris de saquê, embalados em palha, doados pelos produtores da bebida que é considerada um símbolo de progresso econômico, em agradecimento aos pedidos atendidos de boas colheitas.

O pórtico de entrada – torii – é grandioso. O maior, neste estilo, em todo o Japão. As toras de cipreste japonês medem 12m de altura, distantes 9m uma da outra. É impactante. A tradição manda que o visitante bata no torii para ter boa sorte.

Dentro do parque pode-se se perder, num verdadeiro museu a céu aberto. Edificações, visitantes, lojas, tudo requer uma olhadinha no Google para entender melhor o local.

Deu para ver, à pequena distância, uma cerimônia de casamento. Noivos e convidados vestidos a caráter, música, comida e saquê. A roupa da noiva foi uma completa novidade para mim. Seu chapéu lembrava um daqueles biscoitinhos da sorte servidos em restaurantes chineses.

Atravessamos o parque penalizados por não ter podido demorar um pouco mais na Galeria Memorial de Fotos, de não ter ido ao Museo dos Tesouros ( abriga pertences do casal real) e fomos em direção ao próximo destino, o bairro de Harajuku.

Decidimos de início que queríamos apreciar mais a natureza e as pessoas nas ruas mas, confesso, que foi duro ir deixando de lado tantos museus.

Vamos ao post 3

Published by Marta Pessoa

Estudiosa da longevidade, fundadora da Longevos. As viagens são meu laboratório.

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