
A ida ao Palácio Imperial me fez encontrar uma região com um pouco do espetáculo que é a época de floração das cerejeiras.
A Sakura, nome da floração, acontece no início da primavera. Este ano, 2018, ela se antecipou e quem chegou na primeira semana de abril já pegou o final.
Há sites que divulgam a previsão do período e por cada região do país. Quem deseja ver o cherry blossom pode se programar para começar a viagem pelo sul do Japão, onde ela ocorre primeiro. À medida que a primavera avança, a Sakura avança em direção ao norte. Como o shinkansen, o trem bala, liga quase o país todo, é possível fazer bate e volta a partir de onde se estiver com destino à cidade onde a floração estiver em seu pico. Meu roteiro deixava de fora o norte do país e não topei sair de Tokyo em busca das cerejeiras em flor. Tive que me contentar com o que Tokyo me oferecia.
Nesta época, os japoneses fazem piqueniques – os hanami – nos parques para contemplar as cerejeiras. Veja o post sobre o Parque Ueno.
O Palácio Imperial está numa área central de Tokyo, onde antes ficava o Castelo Edo, quando Kyoto ainda era a capital do império. Desde a mudança da capital para Tokyo, antes chamada Edo, em 1888, a família imperial reside aí. Não fiz a visita guiada. Caminhar pelos jardins me pareceu ser mais agradável. O Castelo é soberbo.
Chegamos lá, saindo da Tokyo Station, a estação central da cidade, um belíssimo edifício antigo, de tijolos vermelhos. Um hub de onde partem e chegam mais de 3 mil trens por dia. 😳 Um complexo imenso, com muitas lojas e restaurantes, e com a desvantagem de ser muito fácil se perder.
Há dias, como hoje, em que se pode ver um cortejo de carruagem para cerimônias imperiais.
Do lado oposto ao palácio, surgem as cerejeiras brancas, uma das dezenas de espécie existentes.
Foi bonito ver a chuva de pétalas quando o vento soprava.
Em seguida, deixamos o parque em direção a Marunouchi, região onde ficam as sedes das mais importantes empresas do país, em particular, as do setor financeiro, instaladas em ruas de prédios monumentais contrastando com pequenas ruas, com ainda muitas cerejeiras floridas.
As flores rosadas me pareceram mais bonitas.
Almoçamos num restaurante de um dos prédios comerciais e me chamou atenção o ritual de retoque de maquiagem das mulheres japonesas, em seu horário de almoço. Era inacreditável o tanto de baton, rímel, base e outras tranqueiras mais que saíam das suas bolsas. O resultado era um rosto de pele perfeita, sem manchas, sem nada a consertar.
As idas aos banheiros de restaurantes ou mesmo nas estações, eram um espetáculo. Um clima de camarim de atrizes. As japonesas são hiper vaidosas. Gastam fortunas em cosméticos, maquiagem e cirurgias estéticas. E fico encafifada ao ver como perseguem o ideal de beleza ocidental.











